Quentinha da Cheff’: muito amor e comidas típicas na região do Recife

Maria da Conceição, a Ceiça, criou e comanda seu próprio negócio: um delivery de quentinhas preparadas e entregues por ela, na Ilha Joana Bezerra

A pernambucana Maria da Conceição de Melo nunca sonhou em ser chef de cozinha. Quando criança, queria ser recepcionista. Mais especificamente, recepcionista de hospital. “Achava aquele uniforme lindo e elegante, sabe? E me via assim, era o que imaginava para o futuro”, explica. Mal sabia, no entanto, que seu caminho já estava destinado à gastronomia. Hoje, aos 48 anos, Ceiça – como é carinhosamente conhecida – comanda o Quentinha da Cheff, delivery de marmitas que ela mesma prepara e entrega por todo o Recife.

“Essa é a minha vida, o que eu mais gosto de fazer! Dentro dessas embalagens, além de comida bem feita e gostosa, tem muitas pitadas de amor”, conta.

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Ao longo dos próximos meses, o projeto Cozinheira & Brasileira – idealizado pelo app de entregas 99Food, em parceria com o Instituto Brasil a Gosto – vai compartilhar receitas caseiras incríveis e que fazem parte da alimentação de muitos brasileiros. Saiba mais sobre a história da Ceiça e acompanhe esse projeto que é a cara do Brasil.

A chef recifense Maria da Conceição de Melo segura um prato de sua receita mais vendida pelo Quentinhas da Cheff: o guisado de boi

Maria da Conceição, a Ceiça, como é conhecida pela clientela, montou seu próprio negócio, no Recife: as Quentinhas da Cheff

Depois do marido da cozinheira, o guisado de boi ganhou o coração dos moradores da região

Atualmente, no bairro de Ilha Joana Bezerra – Ceiça vende, em média, 30 quentinhas por dia – aos sábados, o número supera as 70 marmitas. Os pratos variam entre guisado de boi – o carro-chefe – e pratos com frango, peixe e linguiça toscana. Ao contar sua trajetória, ela confessa que a paixão pela cozinha sempre existiu, mas estava adormecida. “Minha mãe não cozinhava porque lavava roupa para fora. Voinha é que pilotava o fogão. Adorava quando ela fazia o feijão cheio de chuchu e quiabo. Tinha apenas 9 anos, mas já gostava de ‘brincar’ de cozinhar”, lembra.

Já adulta , Ceiça nutriu o tal sonho de ser recepcionista de hospital e, com muito sacrifício, fez um curso de formação no Senac. “Cheguei até a fazer estágio, mas não consegui ser contratada. Fiquei muito decepcionada, mas, como precisava trabalhar, aceitei um emprego de auxiliar de limpeza, por incrível que pareça, em um hospital”, explica. E foi lá que começou sua história com as quentinhas. Ela conta que à essa altura já tinha um ponto na rua, onde vendia comida aos fins de semana e resolveu oferecê-la em forma de marmita para os colegas do hospital.

Maria da Conceição, a Ceiça, na Ilha Joanna Bezerra, bairro onde mora e entrega suas quentinhas

Ceiça prepara e entrega suas quentinhas na Ilha Joanna Bezerra, bairro recifense

“O pessoal gostava, eu ia levando aos pouquinhos e fazendo a minha própria propaganda”. E foi graças ao dinheiro ganho com o emprego no hospital que ela conseguiu realizar aquele que, no fundo, acabou se tornando seu  grande sonho: em 2012, ingressou na faculdade de Gastronomia. “Foi tipo um estalo. Eu já fazia comida e pensei ‘por que não me especializar nisso?’. Foi uma descoberta maravilhosa! Me apaixonei por aquele mundo e ser recepcionista não tinha mais importância”, lembra.

Falando em paixão, foi também pelo estômago que ela conquistou seu marido. “A gente se conhecia desde a infância, cada um seguiu seu caminho, ele se casou e eu também. Até que, já novamente solteiros, nos reencontramos. Preparei um guisado de boi para ele, na primeira noite. Nunca mais nos separamos e, até hoje, ele diz que é o melhor guisado que ele já comeu”. E, com ele, Ceiça, que já tinha uma filha do primeiro casamento, decidiu ser mãe outra vez, agora de um menino.

Após o sucesso do negócio de quentinhas, Ceiça tem novos planos para o futuro

“Atualmente, tenho uma lista de destinatários com mais de 70 pessoas e divulgo meu cardápio semanalmente no Instagram, com a ajuda da minha filha. Por enquanto, só atendo o pessoal aqui do bairro mesmo. Meu marido entrega de bicicleta ou as pessoas vêm buscar”. E também lá no meu ponto, nos fins de semana”, diz.

Enquanto trabalha, Ceiça continua sonhando, mas sempre com os pés no chão. Assim que tiver mais recursos, estrutura e mão de obra disponível, promete ir além. “Tem pessoas de muitos bairros que me procuram e eu quero atendê-las, mas ainda não posso. Também pretendo, aqui na minha calçada, montar umas mesas para receber os clientes”, planeja. Se ela tem planos de ter um restaurante para chamar de seu? “Talvez mais lá para frente. Meu próximo passo será uma especialização em cozinha pernambucana”, sonha.

Ceiça comprando legumes na feira para o preparo de suas quentinhas

Ceiça vai às compras uma vez por mês ou conforme a necessidade para o preparo dos pratos

Assim como todos os brasileiros, Maria da Conceição foi fortemente impactada pela pandemia da Covid-19, mas, como antes, conseguiu dar a volta por cima. Mesmo que com sistema de delivery, a procura por suas quentinhas caiu muito nessa época. “Todo mundo que teve que ficar preso em casa começou a cozinhar. Além disso, muita gente ficou sem dinheiro mesmo, porque perdeu o emprego. E eu perdi boa parte da minha clientela”, lamenta. Foi nessa época que Ceiça tomou a decisão de se cadastrar no aplicativo da 99Food, em junho de 2021, e tornar ainda mais abrangente a chegada dos seus pratos para mais pessoas do Recife.

Essa e outras receitas, você encontra no site www.cozinheirabrasileira.com.br e no próprio aplicativo. Ficou curiosa (e com fome) só de ler? Então baixa a 99Food e fique de olho nas delícias que vão aparecer por lá.

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