Plantas alimentícias não convencionais: saiba mais sobre as PANCs

Podem estar no seu quintal: conheça mais sobre as plantas alimentícias não convencionais, as PANCs!

Com a crescente procura por uma vida mais saudável e sustentável, muitas novidades vêm surgindo no universo da gastronomia. As plantas alimentícias não convencionais, conhecidas como PANCs, já são tema corriqueiro de conversas e pesquisas culinárias, para chefs de cozinha e nutricionistas. E por que também não para a população? PANC é uma sigla criada pelos pesquisadores Valdely Kinupp e Harri Lorenzis, parte delas catalogadas no livro Plantas Alimentícias Não Convencionais no Brasil. É importante ressaltar que a categorização de uma planta como PANC varia de lugar para lugar, pois isso depende de sua disponibilidade e consumo em determinada área.

Peixinho-da-horta

Peixinho-da-horta

No grupo, enquadram-se sementes, raízes, folhas, flores, cereais, castanhas e frutos. Dificilmente você encontrará essas plantas em um mercado da sua cidade, mas sim nas feiras do produtor e, logicamente, nas ruas, nos quintais e nas matas estão uma porção delas. Uma das maneiras de avaliar se a planta se trata de uma PANC ou não é o fato de não ser facilmente encontrada no local em que você vive. Entretanto, para identificar essas plantas sem correr o risco de consumir algo venenoso, é imprescindível dar uma pesquisada na internet antes ou conversar com alguém que realmente entenda do assunto. Também é fundamental analisar a salubridade do local onde a PANC foi encontrada, sobretudo nas grandes cidades, onde o nível de poluição é mais elevado. Hoje em dia, há muitas informações sobre as PANCs em sites e vídeos. O blog Come-se, da nutricionista Neide Rigo, pesquisadora brasileira de PANCs, é um prato cheio para tirar dúvidas e descobrir formas de preparo. Conheça agora algumas das plantas alimentícias não convencionais mais conhecidas e saiba como prepará-las!

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5 PANCs para você conhecer

Peixinho-da-horta

De folhas acinzentadas e “peludinhas”, a planta chamada peixinho-da-horta fica uma delícia empanada e frita e leva esse nome porque realmente lembra o sabor do peixe. É o modo mais comum de consumi-la. Crua ou refogada não possui uma textura
muito agradável e pode ser um pouco indigesta.

Capuchinhas

Capuchinhas

Capuchinha

A capuchinha já é uma queridinha dos chefs e pode ser usada na decoração de pratos com caule e tudo, pois até mesmo ele é comestível. Tem um sabor delicioso e levemente picante, parecido com o da rúcula.

Taioba

Taioba

Taioba

Essa grande folha verde e grossa pode ser picada e refogada como uma couve, porém tem um sabor mais suave. A taioba não deve ser consumida crua, pois pode causar alergia, e alguns tipos da planta são tóxicos, por isso é importantíssimo estar atento aos sinais físicos que diferenciam a taioba comestível das venenosas.

Azedinha

Azedinha

Azedinha

De sabor ácido, as folhas de azedinha bem frescas são deliciosas bem picadas, em saladas e sucos. Não precisa nem de tempero, pois seu sabor se assemelha ao do limão. Também pode ser refogada, sendo ideal para fortalecer sopas e molhos, pois é muito nutritiva. A azedinha se desenvolve melhor em regiões de clima ameno e úmido, podendo ser cultivada o ano todo.

Ora-pro-nóbis

Ora-pro-nóbis

Ora-pro-nóbis

As folhas dessa espécie de cacto são muito usadas na culinária, sejam cruas batidas em suco ou refogadas com alho, cebola e tomate. Bastante tenra, a ora-pro-nóbis possui grande quantidade de água, além de ter valor nutricional e proteico muito alto e, por isso, virou favorita entre os veganos. Seu cultivo é simples e ela é facilmente adaptável a diferentes tipos de solos e climas.

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